A dor suportada através das mazelas e doenças, dentro da nossa ótica materialista, não é bem compreendida. Geralmente, ao sermos acometidos por doenças, nos questionamos o porquê, contudo, a pergunta certa a se fazer é: para que estou doente e que lição poderei tirar de mais esta experiência vivida no meu envoltório carnal?!
A doença vista de uma perspectiva espiritualista é uma forma de nos alertar para condutas perniciosas, maus hábitos ou vícios presos ao nosso espírito, dos quais, só conseguimos nos desvencilhar, ou até mesmo reconhecê-los, quando no momento que estamos passando pela dor.
Assim, podemos extrair essa mesma idéia daquilo que os espíritos orientadores nos trazem através de suas comunicações. A exemplo, temos o espírito Néio Lucio através do médium Francisco Cândido Xavier, que explica:
“A enfermidade ligeira é aviso. A queda violenta das forças é advertência. A doença prolongada é sempre renovação de caminho para o bem. A moléstia incurável no corpo é reajustamento da alma eterna. Toda enfermidade do corpo é, pois, processo educativo para a alma”.
Entretanto, de modo radical, não podemos enquadrar a doença como uma punição impingida por Deus aos seus filhos. Não! A obra divina contem justificativa para tudo que existe, não podendo admitir a nossa subordinação as punições ou torturas, uma vez que, o que prevalece, na verdade, é o ideal de aprendizado.
Desse modo, a doença pode ser enxergada como uma pausa para reflexão do espírito, o qual, como já foi explicitado, terá a oportunidade de rever suas atitudes e resgatar suas pendências. Sendo assim, a enfermidade é mais uma das formas perfeitas que Deus coloca a nossa disposição para repararmos nossos erros, e, como tudo oferecido pelos céus, devemos aceitá-la em prol do nosso próprio adiantamento.