segunda-feira, 9 de maio de 2011

Somos estrelas! Deus é o Sol!


 
Lembra-te do Céu
És uma estrela caída
sobre os pauis da Terra...
Acima de todas as coisas transitórias,
Que se desfazem como as neblinas aos beijos leves do Sol,
És alma em ascensão para Deus.
A tua inteligência e o teu sentimento São fulcros de luz imperecível,
Que constituem os atributos maravilhosos da tua imortalidade.
Por que te abates e desanimas
sob os aguilhões da carne perecível?
Contempla o Alto,
Se a fraqueza te envolve em seus tentáculos.
E sentirás uma carícia branda,
Misteriosa, doce, suave,
Que promana
Do empíreo constelado
Para todas as almas que oram,
Que sonham e choram,
Buscando Deus,
– A bússola das suas mais caras esperanças!
Quando sofreres,
Busca aspirar esse aroma divino
E tua alma sofredora
Sentir-se-á envolta na beleza,
No eflúvio peregrino
Que mana fartamente
Dos espaços imensos!...
Na amargura e na dor,
Lembra esse dia que te espera
Na indefinível primavera
Gloriosa de amor.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Parnaso de Além-Túmulo. Ditado pelo Espírito Marta. Capítulo 47.


Link da Foto Extraída
Quando (estrelas) estamos perto do Sol nossa luz é quase insignificante, mas quando estamos na escuridão (a noite), nossa luz se destaca. E porque isso acontece?

A primeira parte da afirmação trata da nossa insignificância perante Deus, e da sua superioridade, o que nos mostra a nossa necessidade de sempre se curvar diante dele e de sermos humildes, pois sabemos que não importa o quanto queiramos aparecer, a luz de Deus é infinitamente mais intensa.

A segunda parte se refere ao fato que, na escuridão quando não conseguimos enxergar o Sol, mesmo sabendo que ele se encontra lá, nossa própria luz cresce e se intensifica, pois nós mesmos temos capacidade de nos fazermos luz nas sombras.

Isso tudo demonstra que há momentos, como no dia, em que Deus, o Sol, permite que a escuridão, a noite, apareça, a fim de nos conduzir a brilhar, como as estrelas. E também versa que, da mesma forma que o Sol, Deus está presente em todos os momentos. O Sol é, portanto, uma das melhores personificações materiais para se entender um pouco da grandiosidade que é Deus.

É importante sempre quando estivermos tristes, pensarmos nas estrelas como exemplo, que são tão pequenas, mas nunca desistem de se fazerem luz na imensidão da noite, e lembrar que mesmo com a escuridão, sempre haverá um Sol e um novo dia de luz.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O julgar o próximo – Reflexão sobre si mesmo

Quando julgamos o próximo e lhe apontamos algum defeito, nasce a partir daí, um dever moral nosso, pois no momento que identificamos uma falha e a entendemos como tal, temos a responsabilidade de não cometer o mesmo deslize.
Entretanto, quem de nós nunca incorreu em uma falta repreensível, ou como poderemos saber que estando naquela mesma situação em que nosso irmão se encontra, sofrendo das mesmas pressões, não faríamos exatamente igual ou senão pior?
Na verdade, na maioria das vezes que nos deparamos dentro de uma discussão, em que nossos ânimos se encontram exaltados, e nos pegamos apontado o dedo para o nosso irmão, o acusando e levantando a tona seus defeitos, estamos também, nos igualando a ele, ou, até mesmo em situação pior, pois, se nós mesmos repreendemos condutas indevidas, a lógica a ser seguida é não tomarmos as mesmas atitudes e ao contrário, darmos o exemplo agindo de forma diversa.
O Evangelho Segundo o Espiritismo em seu Capítulo X itens 9 e 10 intitulado como “O argueiro e a trave no olho” trata justamente do ato de julgar o próximo sem, contudo, olharmos para nossas próprias atitudes, a seguir:
9. Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)
10. Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Com efeito, como poderá um homem, bastante presunçoso para acreditar na importância da sua personalidade e na supremacia das suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ressaltar em outrem o bem que o eclipsaria, em vez do mal que o exalçaria? Por isso mesmo, porque é o pai de muitos vícios, o orgulho é também a negação de muitas virtudes. Ele se encontra na base e como móvel de quase todas as ações humanas. Essa a razão por que Jesus se empenhou tanto em combatê-lo, como principal obstáculo ao progresso.
Entretanto, sabemos que somos imperfeitos e que ainda precisamos subir muitos degraus para alcançar a plenitude moral, contudo, se formos ainda que em pensamento, levados a refletir sobre a conduta alheia, e não pudermos nos desvencilhar dessa idéias, que tentemos pelo menos o exercício da alta reflexão, imaginando se nós mesmos não caímos ou se não incidiríamos na mesma falta.
É realizando essa autocrítica que poderemos evitar muitos choques, além de conseguirmos visualizar nossos próprios defeitos, obtendo assim, a oportunidade de corrigi-los a tempo.
(...)
Censuras, observações, superstições, preconceitos, opiniões, informações e influências do meio, ou mesmo de instituições diversas, formaram em nós um tipo de reservatório moral - coleção de regras e preceitos - a ser rigorosamente cumprido, do qual nos servimos para concluir e catalogar as atitudes em boas ou más.
Utilizamos este reservatório moral para julgar as pessoas, desconsiderando um aspecto muito importante: julgar uma ação é diferente de julgar a pessoa.
Como estabelecer esta diferença?
Utilizando a regra de ouro ditada por Jesus: Fazer ao outro o que queremos seja feito para nós, ou seja, usar a empatia, colocando-nos no lugar do outro, "sentindo e pensando como ele" em vez de "pensar a respeito" e teremos o comportamento ideal frente aos atos e atitudes alheios.
Uma das ferramentas básicas para alcançar o perdão real, é conseguir manter uma certa "distância psíquica" do problema, ou da discussão, bem como diálogos mentais, que giram constantemente no nosso psiquismo, por estarmos engajados emocionalmente em envolvimentos desequilibrantes.
Em muitas ocasiões, elaboramos interpretações exageradas de suscetibilidade e caímos em impulsos estranhos e desconexos que dificultam o perdão, somente desligando-nos da agressão ou do desrespeito ocorrido é que o pensamento sintoniza com faixas superiores, no processo denominado "renovação da atmosfera mental" ou "mudança de sintonia".
É necessário portanto desligar "mentalmente" e emocionalmente, de fatos ou pessoas em desequilíbrio e a prece, é sempre método eficaz, a restaurar os sentimentos de paz e serenidade. Desligar-se não é tornar-se frio, insensível, e sim, deixar de alimentar-se das emoções alheias.
Ao soltar-se dessas situações problemáticas, complexas, o ser humano desata-se de fluidos envolventes, liberta-se de conflitos, tendo chance de enxergar o outro, ou a vida com visão mais ampla, conseguindo compreender a si mesmo e aos outros.
Viver impondo "distância psicológica" às pessoas e as coisas problemáticas, sejam entes queridos difíceis, ou companheiros complicados, não significa que deixamos de nos importar com eles, de amá-los, mas sim viver sem nos desequilibrar pelas emoções dos outros. Além disso, esse desligamento, motiva ao perdão do coração, com maior facilidade, devido ao grau de libertação mental que nos induz a viver sintonizados com a nossa própria vida.
A ausência de mágoa e o esquecimento da ofensa é que estabelecem a diferença entre o perdão dos lábios e o perdão do coração. E não podemos nos esquecer que o verdadeiro perdão se reconhece pelos atos, muito mais que pelas palavras.
Nossa meta é aprender a não nos sentirmos ofendidos, e aprender a perdoar é uma das etapas deste processo.

sábado, 26 de março de 2011

Nossas ações e a influência dos espíritos

Os espíritos desencarnados, de fato, não são a causa para os vícios apresentados pelos homens, e, mesmo parecendo bastante óbvia a mencionada assertiva, muitos espíritas tendem a acusar seus obssessores pelas próprias condutas cometidas em discordância com o caminho do bem.
O codificador Allan Kardec na obra “O Livro dos Espíritos” relatou a seguinte situação na pergunta de nº. 459:
“459 Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações? 
A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes são eles que vos dirigem.” (grifo nosso)
Ocorre que, não podemos interpretar tal afirmação de forma tendenciosa, com o intuito de justificar nossas falhas. Não podemos atribuir nossos desvios de caráter as influências dos espíritos desencarnados. É sabível que, somos constantemente influenciados pelos espíritos, como também somos abordados de diferentes formas, todavia, há outra lei igualmente importante, trata-se do nosso livre-arbítrio, e esta lei é que nos coloca toda a responsabilidade pelas nossas decisões, e, sendo desse modo, teremos as companhias que merecermos compatíveis com nosso grau de evolução, sintonia e vibrações, ou seja, nossas afins.
Por conseguinte, os desencarnados apenas contribuem, mediante influências, através de faíscas lançadas com o fim de atiçar aquele defeito que já trazemos dentro de si. Destarte, podemos extrair do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, o seguinte trecho, o qual corrobora tanto a lei do livre-arbítrio quanto a origem das nossas qualidades e defeitos que, não está senão, no próprio Espírito:
O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade?
Um homem só sentirá raiva, se já a possuir. Contudo, aquele que for pacífico, embora tentado, não apresentará o referido sentimento.
Dessa forma, faz necessário refletir que sempre colocamos a culpa no outro, quanto ao início de nossas explosões, mas esquecemos que elas só acontecem quando tivermos o combustível certo, do mesmo modo, se possuímos lama no fundo do nosso lago, ainda que ele aparente ser de água cristalina, se a lama for revirada, ela aparecerá e a água ficará turva, e tal situação ocorre não porque alguém depositou lama e sim porque ela já existia em sua essência.

sábado, 19 de março de 2011

Síndrome do médium de incorporação/psicofonia

No início, quando o médium psicofônico descobre a sua faculdade mediúnica, não a aceita totalmente, torna-se arredio por vezes, quer se rebelar e em alguns momentos questiona a Deus se aquilo não seria um castigo. Contudo, posteriormente, após algum tempo desenvolvendo o dom, e caso esteja trabalhando em alguma reunião mediúnica, o médium descobre que faz parte do elo entre o espírito comunicante e o doutrinador (responsável pelo esclarecimento do espírito desencarnado e seu devido encaminhamento ou simples conversação). Neste referido elo, como a própria definição já demonstra, o médium psicofônico é o centro do diálogo, é quem, de fato consegue transmitir aquilo que o espírito quer informar.

Nesse ponto é que as atenções devem se prestar, pois, quando o médium possui uma mediunidade atormentada ou mal direcionada, nasce para ele um sentimento de egocentrismo, que nada mais é do que um fruto do orgulho e da vaidade que todos nós possuímos, uns em maior outros em menor potencial. Desse sentimento, surge a necessidade constante de atenção, pois na sua psicosfera o fato de ser a ligação entre aqueles que se encontram no plano espiritual e no plano físico o torna especial, e, dessa forma, carecedor de atenções privilegiadas. Sob esse ponto, vale a pena refletirmos a seguinte informação trazida pelo espírito Odilon Fernandes, através do médium Carlos A. Baccelli na obra Mediunidade Consciente, a seguir: “Quando o médium quer mostrar a si mesmo, o brilho do trabalho dos espíritos se eclipsa.” (grifo nosso).

Ocorre que, embora a referida situação já levante grandes preocupações, o momento se torna crítico quando o médium, por qualquer circunstância, deixa de incorporar, e, conseqüentemente, sob a sua ótica, deixa de ser o centro das atenções. Alguns médiuns diante dessa situação sentem-se frustrados e por não compreenderem a dinâmica espiritual, começam a gerar transtornos de diferentes ordens: desenvolvem hábitos perniciosos de maneira a atrair qualquer tipo de entidade, seja mistificadores, zombeteiros, espíritos de ordem inferior, motivando, igualmente, comunicações fora de hora unicamente com o intuito de se manter dando “assistência” a esses indivíduos, e de estarem a frente dos trabalhos mediúnicos. Ou então, caso tal situação não se concretize da maneira como a idealizou, decide, consciente ou inconscientemente, utilizar-se de sentimentos próprios e desenvolve-los a fim de ocasionar comunicações anímicas. Ponto importante é trazido pelo “Livro dos Médiuns” na resposta de nº. 217:

217. Uma vez desenvolvida a faculdade, é essencial que o médium não abuse dela. O contentamento que daí advém a alguns principiantes lhes provoca um entusiasmo, que muito importa moderar. Devem lembrar-se de que ela lhes foi dada para o bem e não para satisfação de vã curiosidade. Convém, portanto, que só se utilizem dela nas ocasiões oportunas e não a todo momento. Não lhes estando os Espíritos ao dispor a toda hora, correm o risco de ser enganados por mistificadores. Bom é que, para evitarem esse mal, adotem o sistema de só trabalhar em dias e horas determinados, porque assim se entregarão ao trabalho em condições de maior recolhimento e os Espíritos que os queiram auxiliar, estando prevenidos, se disporão melhor a prestar esse auxílio.

Embora o referido tema necessite de mais estudo e embasamento, ao analisar alguns pontos, podemos tirar algumas conclusões. Dentre elas que, o médium precisa sempre se observar, conhecendo seus limites e sabendo o que inflama seu orgulho e sua vaidade, para que de forma equilibrada se mantenha distante do que possa lhe levar a perdição. Nesse ponto, o “orai e vigiai” é muito importante, porque através da prece o médium consegue receber as devidas inspirações dos espíritos superiores, e com essas orientações seguir em frente com o seu trabalho, e mediante o vigiai pode sempre estar atento as próprias atitudes.

Além disso, Allan Kardec, como também outros espíritos em suas obras, já chama a nossa atenção quanto a instrução, o estudo constante. O médium precisa possuir bases sólidas e seguras, e para isso, necessita se manter sempre realizando leituras edificantes e de teor educativo. Através do hábito da leitura, e do conhecimento da Doutrina Espírita, na forma como os espíritos nos traduzem, é possível compreender melhor a dinâmica espiritual, e a contribuir de forma mais participativa com a espiritualidade superior, tornando-se, por conseguinte, um canal ou ferramenta mais segura e de melhor acesso para a concretização das obras de Deus.

sábado, 12 de março de 2011

38º MIEP - Jesus no Lar, Amor em Família

Como foi divulgado em vários meios de comunicação o 38º MIEP (Movimento de Integração do Espírita Paraibano) realizado no período de 05 a 08 de março de 2011, foi uma verdadeira apoteose.

O evento registrou um dos maiores crescimento de público em comparação a todos os outros miep`s, e, com esse efeito está sendo considerado um encontro espírita de grande referência no cenário regional quiçá nacional também.

E embora o evento tenha sido muito bom e deixado saudades para muitos paraibanos, não devemos desanimar agora. Na cidade de Campina Grande-PB já está sendo divulgado outro encontro, o I Congresso Espírita de Campina Grande que irá se realizar no período de 15 a 17 de Abril deste ano.

Para este congresso haverá a presença de grandes nomes a compor o grupo de congressistas, dentre eles, temos Saulo Gomes, repórter investigativo de prestígio que apresentou o programa Pinga-Fogo com Chico Xavier.

As inscrições para o evento já se encontram abertas e podem ser feitas nas casas espíritas da cidade e na Banca do Gilson, no Shopping Cirne Center. Mais informações pelo site http://www.nede.com.br/ ou pelo e-mail ccedpf@gmail.com.

Não percam tempo e participem!


sexta-feira, 11 de março de 2011

Simples definição do Plano Espiritual!

"O Além-túmulo acha-se longe de ser a abstração que na terra se supõe, ou as regiões paradisíacas fáceis de conquistar com algumas poucas fórmulas inexpressivas. Ele é, antes, simplesmente a Vida Real, e o que encontramos ao penetrar suas regiões é Vida! Vida intensa a se desdobrar em modalidades infinitas de expressão, sabiamente dividida em continentes e falanges como a terra o é em manções e raças; dispondo de organizações sociais e educativas modelares, a servirem de padrão para o progresso da Humanidade. É no Invisível, mais do que em mundos planetários, que as criaturas humanas olhem inspiração para os progressos que lentamente aplicam no orbe".

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A dor e a doença como formas de purificação da alma

A dor suportada através das mazelas e doenças, dentro da nossa ótica materialista, não é bem compreendida. Geralmente, ao sermos acometidos por doenças, nos questionamos o porquê, contudo, a pergunta certa a se fazer é: para que estou doente e que lição poderei tirar de mais esta experiência vivida no meu envoltório carnal?!
A doença vista de uma perspectiva espiritualista é uma forma de nos alertar para condutas perniciosas, maus hábitos ou vícios presos ao nosso espírito, dos quais, só conseguimos nos desvencilhar, ou até mesmo reconhecê-los, quando no momento que estamos passando pela dor.
Assim, podemos extrair essa mesma idéia daquilo que os espíritos orientadores nos trazem através de suas comunicações. A exemplo, temos o espírito Néio Lucio através do médium Francisco Cândido Xavier, que explica:
“A enfermidade ligeira é aviso. A queda violenta das forças é advertência. A doença prolongada é sempre renovação de caminho para o bem. A moléstia incurável no corpo é reajustamento da alma eterna. Toda enfermidade do corpo é, pois, processo educativo para a alma”.
Entretanto, de modo radical, não podemos enquadrar a doença como uma punição impingida por Deus aos seus filhos. Não! A obra divina contem justificativa para tudo que existe, não podendo admitir a nossa subordinação as punições ou torturas, uma vez que, o que prevalece, na verdade, é o ideal de aprendizado.
Desse modo, a doença pode ser enxergada como uma pausa para reflexão do espírito, o qual, como já foi explicitado, terá a oportunidade de rever suas atitudes e resgatar suas pendências. Sendo assim, a enfermidade é mais uma das formas perfeitas que Deus coloca a nossa disposição para repararmos nossos erros, e, como tudo oferecido pelos céus, devemos aceitá-la em prol do nosso próprio adiantamento.