sábado, 26 de março de 2011

Nossas ações e a influência dos espíritos

Os espíritos desencarnados, de fato, não são a causa para os vícios apresentados pelos homens, e, mesmo parecendo bastante óbvia a mencionada assertiva, muitos espíritas tendem a acusar seus obssessores pelas próprias condutas cometidas em discordância com o caminho do bem.
O codificador Allan Kardec na obra “O Livro dos Espíritos” relatou a seguinte situação na pergunta de nº. 459:
“459 Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações? 
A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes são eles que vos dirigem.” (grifo nosso)
Ocorre que, não podemos interpretar tal afirmação de forma tendenciosa, com o intuito de justificar nossas falhas. Não podemos atribuir nossos desvios de caráter as influências dos espíritos desencarnados. É sabível que, somos constantemente influenciados pelos espíritos, como também somos abordados de diferentes formas, todavia, há outra lei igualmente importante, trata-se do nosso livre-arbítrio, e esta lei é que nos coloca toda a responsabilidade pelas nossas decisões, e, sendo desse modo, teremos as companhias que merecermos compatíveis com nosso grau de evolução, sintonia e vibrações, ou seja, nossas afins.
Por conseguinte, os desencarnados apenas contribuem, mediante influências, através de faíscas lançadas com o fim de atiçar aquele defeito que já trazemos dentro de si. Destarte, podemos extrair do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, o seguinte trecho, o qual corrobora tanto a lei do livre-arbítrio quanto a origem das nossas qualidades e defeitos que, não está senão, no próprio Espírito:
O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade?
Um homem só sentirá raiva, se já a possuir. Contudo, aquele que for pacífico, embora tentado, não apresentará o referido sentimento.
Dessa forma, faz necessário refletir que sempre colocamos a culpa no outro, quanto ao início de nossas explosões, mas esquecemos que elas só acontecem quando tivermos o combustível certo, do mesmo modo, se possuímos lama no fundo do nosso lago, ainda que ele aparente ser de água cristalina, se a lama for revirada, ela aparecerá e a água ficará turva, e tal situação ocorre não porque alguém depositou lama e sim porque ela já existia em sua essência.

sábado, 19 de março de 2011

Síndrome do médium de incorporação/psicofonia

No início, quando o médium psicofônico descobre a sua faculdade mediúnica, não a aceita totalmente, torna-se arredio por vezes, quer se rebelar e em alguns momentos questiona a Deus se aquilo não seria um castigo. Contudo, posteriormente, após algum tempo desenvolvendo o dom, e caso esteja trabalhando em alguma reunião mediúnica, o médium descobre que faz parte do elo entre o espírito comunicante e o doutrinador (responsável pelo esclarecimento do espírito desencarnado e seu devido encaminhamento ou simples conversação). Neste referido elo, como a própria definição já demonstra, o médium psicofônico é o centro do diálogo, é quem, de fato consegue transmitir aquilo que o espírito quer informar.

Nesse ponto é que as atenções devem se prestar, pois, quando o médium possui uma mediunidade atormentada ou mal direcionada, nasce para ele um sentimento de egocentrismo, que nada mais é do que um fruto do orgulho e da vaidade que todos nós possuímos, uns em maior outros em menor potencial. Desse sentimento, surge a necessidade constante de atenção, pois na sua psicosfera o fato de ser a ligação entre aqueles que se encontram no plano espiritual e no plano físico o torna especial, e, dessa forma, carecedor de atenções privilegiadas. Sob esse ponto, vale a pena refletirmos a seguinte informação trazida pelo espírito Odilon Fernandes, através do médium Carlos A. Baccelli na obra Mediunidade Consciente, a seguir: “Quando o médium quer mostrar a si mesmo, o brilho do trabalho dos espíritos se eclipsa.” (grifo nosso).

Ocorre que, embora a referida situação já levante grandes preocupações, o momento se torna crítico quando o médium, por qualquer circunstância, deixa de incorporar, e, conseqüentemente, sob a sua ótica, deixa de ser o centro das atenções. Alguns médiuns diante dessa situação sentem-se frustrados e por não compreenderem a dinâmica espiritual, começam a gerar transtornos de diferentes ordens: desenvolvem hábitos perniciosos de maneira a atrair qualquer tipo de entidade, seja mistificadores, zombeteiros, espíritos de ordem inferior, motivando, igualmente, comunicações fora de hora unicamente com o intuito de se manter dando “assistência” a esses indivíduos, e de estarem a frente dos trabalhos mediúnicos. Ou então, caso tal situação não se concretize da maneira como a idealizou, decide, consciente ou inconscientemente, utilizar-se de sentimentos próprios e desenvolve-los a fim de ocasionar comunicações anímicas. Ponto importante é trazido pelo “Livro dos Médiuns” na resposta de nº. 217:

217. Uma vez desenvolvida a faculdade, é essencial que o médium não abuse dela. O contentamento que daí advém a alguns principiantes lhes provoca um entusiasmo, que muito importa moderar. Devem lembrar-se de que ela lhes foi dada para o bem e não para satisfação de vã curiosidade. Convém, portanto, que só se utilizem dela nas ocasiões oportunas e não a todo momento. Não lhes estando os Espíritos ao dispor a toda hora, correm o risco de ser enganados por mistificadores. Bom é que, para evitarem esse mal, adotem o sistema de só trabalhar em dias e horas determinados, porque assim se entregarão ao trabalho em condições de maior recolhimento e os Espíritos que os queiram auxiliar, estando prevenidos, se disporão melhor a prestar esse auxílio.

Embora o referido tema necessite de mais estudo e embasamento, ao analisar alguns pontos, podemos tirar algumas conclusões. Dentre elas que, o médium precisa sempre se observar, conhecendo seus limites e sabendo o que inflama seu orgulho e sua vaidade, para que de forma equilibrada se mantenha distante do que possa lhe levar a perdição. Nesse ponto, o “orai e vigiai” é muito importante, porque através da prece o médium consegue receber as devidas inspirações dos espíritos superiores, e com essas orientações seguir em frente com o seu trabalho, e mediante o vigiai pode sempre estar atento as próprias atitudes.

Além disso, Allan Kardec, como também outros espíritos em suas obras, já chama a nossa atenção quanto a instrução, o estudo constante. O médium precisa possuir bases sólidas e seguras, e para isso, necessita se manter sempre realizando leituras edificantes e de teor educativo. Através do hábito da leitura, e do conhecimento da Doutrina Espírita, na forma como os espíritos nos traduzem, é possível compreender melhor a dinâmica espiritual, e a contribuir de forma mais participativa com a espiritualidade superior, tornando-se, por conseguinte, um canal ou ferramenta mais segura e de melhor acesso para a concretização das obras de Deus.

sábado, 12 de março de 2011

38º MIEP - Jesus no Lar, Amor em Família

Como foi divulgado em vários meios de comunicação o 38º MIEP (Movimento de Integração do Espírita Paraibano) realizado no período de 05 a 08 de março de 2011, foi uma verdadeira apoteose.

O evento registrou um dos maiores crescimento de público em comparação a todos os outros miep`s, e, com esse efeito está sendo considerado um encontro espírita de grande referência no cenário regional quiçá nacional também.

E embora o evento tenha sido muito bom e deixado saudades para muitos paraibanos, não devemos desanimar agora. Na cidade de Campina Grande-PB já está sendo divulgado outro encontro, o I Congresso Espírita de Campina Grande que irá se realizar no período de 15 a 17 de Abril deste ano.

Para este congresso haverá a presença de grandes nomes a compor o grupo de congressistas, dentre eles, temos Saulo Gomes, repórter investigativo de prestígio que apresentou o programa Pinga-Fogo com Chico Xavier.

As inscrições para o evento já se encontram abertas e podem ser feitas nas casas espíritas da cidade e na Banca do Gilson, no Shopping Cirne Center. Mais informações pelo site http://www.nede.com.br/ ou pelo e-mail ccedpf@gmail.com.

Não percam tempo e participem!


sexta-feira, 11 de março de 2011

Simples definição do Plano Espiritual!

"O Além-túmulo acha-se longe de ser a abstração que na terra se supõe, ou as regiões paradisíacas fáceis de conquistar com algumas poucas fórmulas inexpressivas. Ele é, antes, simplesmente a Vida Real, e o que encontramos ao penetrar suas regiões é Vida! Vida intensa a se desdobrar em modalidades infinitas de expressão, sabiamente dividida em continentes e falanges como a terra o é em manções e raças; dispondo de organizações sociais e educativas modelares, a servirem de padrão para o progresso da Humanidade. É no Invisível, mais do que em mundos planetários, que as criaturas humanas olhem inspiração para os progressos que lentamente aplicam no orbe".